INTRODUÇÃO

INTRODUÇÃO

Olá amigos,

Esse blog é um espaço para a divulgação de notícias de uma forma geral envolvendo todo tipo de matéria sobre a comunicação e marketing católico.

Nos propomos a pesquisar tudo o que existe de matérias sobre a comunicação e marketing católico na web e em outras fontes de comunicação, concentrando-as nessa ferramenta que agora estamos disponibilizando, de forma a facilitar a pesquisa e coleta de informações pelas PASCOM de todas as Paróquias espalhadas pelo Brasil afora. Será também um espaço para divulgação de notícias das próprias PASCOM.

Dessa forma, esperamos que seja um meio onde se poderá encontrar, num só lugar, qualquer matéria publicada que envolva a comunicação e marketing dentro da nossa querida Igreja Católica.

Ajude-nos informando sobre suas atividades, eventos, seminários, encontros, retiros etc, que envolvam os meios de comunicação dentro da sua Paróquia, Vicariato ou Diocese.

Vamos à luta, com a graça de Deus e a força do Espírito Santo, pois COMUNICAÇÃO É EVANGELIZAÇÃO !

Por: José Vicente Ucha Campos

Contato:
jvucampos@gmail.com

sábado, 18 de outubro de 2014

POR QUE ME SINTO SOZINHO NA ERA DAS REDES SOCIAIS?


Talvez após ver este vídeo você tenha a sensação de que a crítica seja um pouco exagerada. Ou pense que fala demais sobre os pontos negativos, sem encontrar nada de bom. Vai contra muitas das coisas normais e do dia a dia, como o uso do celular, da internet e das redes sociais.

Eu me pergunto: É verdade o que ele diz? As redes sociais e as novas formas de comunicação são um instrumento eficaz decomunicação? Tendo a capacidade de aproximar pessoas que se encontram muito distantes fisicamente, como se explica este fenômeno de fechamento de si e solidão por parte de alguns?

1. O homem na sua natureza nasceu para o encontro e a comunicação. Quem não experimenta este anseio de ter amigos, companhia e comunicar com os outros? Não nascemos para estar sozinhos, para viver cada um por sua conta. A nossa realização e a nossa felicidade dependem do ato de compartilhar com os outros. É este o anseio que impulsiona o homem a estabelecer ligações, a buscar formas de comunicar, e com a criatividade humana, dom de Deus, se estabeleceram imensas possibilidades para encurtar as distâncias e ultrapassar as barreiras para comunicar. É este o fim, e para isso deveriam apontar estes instrumentos.

2. Em meio à cultura do desencontro: hoje, porém, experimentamos os paradoxos. Se temos tantos meios de comunicação, por que vivemos com atitudes tão egoístas e individualistas que distanciam? Por que é tão difícil estabelecer diálogos, prestar atenção, fazer silêncio e escutar? Por que experimentamos a frustração de não conseguir saciar este anseio de encontro?

Certamente o desespero da busca de meios faz com que muitas vezes o homem esteja sobrecarregado de informações, ao ponto de não conseguir assimilar. Por outro lado, o valor dado ao consumismo e à produtividade tem feito com que muitas vezes o sucesso, a eficiência e a fama prevaleçam sobre a dignidade humana. Os valores se confundem. Ressaltam os valores daquilo que é cômodo e prático em relação àquilo que é autêntico. Teme-se o sacrifício do compromisso, requisito para ter encontros autênticos. Se enfatiza mais sobre o próprio bem-estar do que o dos outros.

Se estes valores que são, na lógica do mundo, o motor, as consequências se expressam em solidão, individualismo e desconfiança. Os problemas não são os instrumentos, mas as intenções e as motivações que derivam do ser humano que não interpreta adequadamente este anseio a ser feliz que Deus nos deu.

3. O que pensa a Igreja Católica? Talvez algumas pessoas pensam que a Igreja Católica se opõe a todos os progressos da tecnologia e que continua a ser ancorada ao passado com uma visão antiquada. A visão da Igreja em relação a isso sempre foi compreensiva, concreta, reconciliada e equilibrada: não é “tudo errado”, mas não é preciso nem mesmo ser ingênuo e permitir tudo aquilo que é novo como se fosse melhor. Neste aspecto, contará muito a maneira como se usarão estes meios, as motivações e as finalidades. 

Por exemplo, não se deve usar as redes sociais para enviar conteúdos maliciosos e causar danos aos outros. Por outro lado, porém, estimula-se o uso para construir um conteúdo formativo e edificante, para transmitir a fé e os valores do Evangelho, para aproximar os homens do amor e da verdade. 

Dizia já o Papa Emérito Bento XVI, sobre as redes sociais: estes espaços, quando usados com equilíbrio, contribuem para favorecer formas de diálogo e de debates que, se realizados com respeito, atenção para com a privacidade, responsabilidade e dedicação à verdade, podem reforçar as ligações de unidade entre as pessoas e promover eficazmente a harmonia da família humana.
Por Álvaro Díaz
Fonte: Aleteia

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

MUDANÇA NOS HORÁRIOS DA RÁDIO VATICANO


2014-10-15 Rádio Vaticana
Atenção emissoras que retransmitem os programas da Rádio Vaticano:
No próximo fim de semana - na noite entre sábado (18/out) e domingo (19/out) - inicia o "horário de verão" no Brasil. Por isso, a diferença de fuso horário entre Itália e Brasil passará de 5 para 4 horas. Portanto, o nosso Programa, o Boletim de Notícias estarão chegando uma hora mais cedo em relação ao horário atual.
A Audiência geral na quarta-feira será transmitida a partir das 6h10.
Ou seja:
O Boletim irá ao ar (horário de Brasília) às 6h da manhã.O Programa da manhã às 7h00
O Programa da tarde às 13h00E a réplica às 22h30
Audiência geral às 6h10
Esses horários estarão em vigor até à noite do dia 25 de outubro de 2014, quando, na Itália, terminará o "horário de verão".
Atenção: a partir do dia 26 de outubro de 2014, nossos programas retornam ao horário atual no Brasil, ou seja às 7h00 (Boletim), 8h00 (Programa da manhã), 14h00 (Programa da tarde). E a réplica às 21h30.
O Programa Em Romaria chegará às 13h
Audiência geral 7h10
Sugestão:
Para não alterar a programação atual das emissoras que retransmitem os nossos Programas, essas mesmas emissoras poderiam gravá-los uma hora antes e mandá-los ao ar nos horários habituais.

P.S. Apenas para conhecimento, informamos que, a partir do dia 26 de outubro, domingo, a diferença de fuso horário entre a Itália e o Brasil será de 3 horas.


Fonte: Rádio Vaticano

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

PRIMEIRO BALANÇO DA CONTA TWITTER E CANAL SOBRE O SÍNODO DOS BISPOS SOBRE AS FAMÍLIAS


Cidade do Vaticano (RV) – A Sala de Imprensa da Santa Sé divulgou um relatório nesta segunda-feira, 13, sobre a experiência do ‘Live Tweeting’, na conta @HolySeePress, e no Canal ‘Synod14.vatican.va’, criados especialmente para o Sínodo sobre a Família, em andamento no Vaticano. Os dados referem-se ao período de 3 a 12 de outubro.
A conta Twitter enviou cerca de 1.400 tweets durante as transmissões ao vivo dos eventos, em três línguas: inglês, espanhol e italiano. Foram traduzidos nas três línguas todos os tweets dos pronunciamentos dos Padres Sinodais, experts, ouvintes e delegados fraternos que se pronunciaram durante os briefings. A conta, além disto, relançou os conteúdos da página oficial do Sínodo synod14.vatican.va
Os eventos que tiveram cobertura, até 12 de outubro, foram os seguintes: a primeira coletiva de imprensa com o Cardeal Baldisseri, a Vigília de Oração com o Papa Francisco, a Santa Missa de abertura do Sínodo e o Angelus sucessivo, o início dos trabalhos do #Synod14 com o Papa Francisco, todos os briefings das 13 horas, a Santa Missa de Ação de Graças pela canonização dos santos canadenses e o Angelus sucessivo.
No período de tempo analisado, a conta @HolySeePress apresentou os seguintes números:
* 1,7 milhões de visualizações
* 11 mil seguidores * 6077 retweets
* 2835 tweets salvos nos preferidos* 5648 cliques no link ligado ao canal synod14.vatican.va
A distribuição geográfica dos seguidores ficou assim constituída até o momento: 27% EUA, 14% Itália, 7% Espanha, 5% Reino Unido, 5% México e 42% os restantes países, o que inclui 3% França, 3% Argentina, 3% Canadá e 3% Venezuela.
No Canal Synod14.vatican.va foram publicados, de 3 a 12 de outubro, 280 textos, áudios e vídeos, assim distribuídos:
- 9 vídeos com transmissões AO VIVO de celebrações, coletivas de imprensa e briefings
- 128 vídeos com entrevistas e videoclips- 96 áudios com entrevistas.
As línguas utilizadas nas diversas publicações foram italiano, inglês, francês, espanhol, chinês, português, árabe e algumas contribuições também em russo, esloveno, albanês e lituano. (JE)


Fonte: News.va

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

PAPA FRANCISCO ALCANÇA 16 MILHÕES DE SEGUIDORES NO TWITTER


Cidade do Vaticano (RV) – Nesta terça-feira, 14 de outubro de 2014, os seguidores das nove contas do Papa Francisco no Twitter superaram a cifra da 16 milhões.
Esta nova marca foi alcançada quase dois meses depois da conclusão da viagem de Francisco à Coreia do Sul, quando naquela ocasião registrou 15 milhões de seguidores.
Quase metade deles seguem a conta do Pontífice em espanhol (6.961,158 - 43,51%), o inglês fica em segundo lugar, seguido do italiano. A língua portuguesa aparece em quarto lugar, com mais de um milhão e 172 mil seguidores - 7,33% do total.
Além dessas línguas, a conta do Papa está disponível em latim, polonês, alemão e árabe.
O account @pontifex foi aberto em 12 de dezembro de 2012, sob o pontificado de Bento XVI. Com sua renúncia, houve uma pausa nos tuítes, que foram retomados por Francisco em 19 de março de 2013.


Fonte: News.va

POR QUE EU ESCOLHI VIVER UMA VIDA "OFF-LINE"?

                                                                                                                                                                   Esther Vargas

          Talvez você também se interesse por uma vida menos excessivamente “online”


Meus queridos amigos,

A maioria de vocês bem sabe que eu não uso telefone celular. Ocelular da minha esposa, que eu uso de vez em quando, não tem acesso à internet. Nós não temos perfil no Facebook. Nem no Twitter. Mas usamos e-mail e acessamos a internet todos os dias.

Quase todo dia eu pedalo, corro ou vou de ônibus para o trabalho, já que nós temos apenas um carro. Não temos TV paga. Ainda temos uma secretária eletrônica, fato que levou um dos meus amigos a deixar a seguinte mensagem: "Alô, aqui é a década de 80 chamando! Queremos a sua secretária eletrônica de volta!". Muitos de vocês acham que eu (ou nós, por associação) estamos presos ao passado ou perdemos muita coisa do presente. É um ponto de vista válido.

Mas eu gostaria de oferecer a vocês algumas razões pelas quais nós optamos por permanecer na “idade das trevas” da comunicação e da tecnologia.

As pessoas que me conhecem bem vão citar a minha frugalidade, a minha dificuldade em aceitar as mudanças e a minha apatia em aprender novas tecnologias como sendo as principais razões para eu não acompanhar os ditos avanços do resto do mundo. Vocês estão parcialmente certos. Mas há algumas outras razões também. E são elas o que eu quero compartilhar aqui.

Segue-se, então, a minha “lista de justificativas” para conservar, entre outras coisas, o meu bom e velho telefone fixo.

Para começar, eu preciso desesperadamente de clareza de mente, da capacidade de controlar as emergências e de manter a minha atenção acesa. Como pai de seis filhos jovens, marido de uma mulher extraordinária e psicólogo infantil, não há nada mais importante para a minha vida e para a vida da minha família do que a minha capacidade de pensar o mais claramente possível e manter um alto nível de atenção.

Não é questão de atingir 100% da minha capacidade mental, mas de tentar usar o máximo possível dos meus “cilindros cerebrais”.

Com todas as distrações de hoje em dia, esses zunzuns, dindons e plimplins que avisam da chegada de mensagens e ligações seriam uma coisa excessiva. Eles dispersariam a minha concentração e, mesmo que eu parecesse focado na tarefa que estou realizando, tenho sérias dúvidas de que de fato eu ficasse focado. Há pesquisas que sugerem que os seres humanos “multi-tarefas”, especialmente quando se acham muito bons em fazer muita coisa ao mesmo tempo, na verdade atingem resultados apenas medianos. Em jornadas que já nos reservam pilhas de tarefas, eu me pergunto se a minha eficiência e a minha capacidade de cumprir os compromissos mais importantes de cada dia atingiriam mesmo o seu melhor nível caso eu ficasse dando atenção a dispositivos eletrônicos que comunicam o tempo todo a chegada de alguma nova informação.

silêncio é um valor que eu considero de uma preciosidade incalculável. Uma das melhores coisas de ir e voltar de bicicleta ao trabalho é o silêncio. As ruas podem ser agitadas, mas a única voz que eu ouço vem de dentro da minha própria cabeça. O trajeto silencioso até o trabalho é para mim uma ótima forma de organizar os pensamentos para começar o dia; e o passeio de volta para casa é uma ótima forma de aliviar o estresse do dia que termina, ao mesmo tempo em que me preparo para o momento mais barulhento de todos: aquele em que eu abro a porta de casa!

Um ano atrás, fiz uma apresentação para um grupo local de ministros da juventude. O diretor do grupo recordou o dia em que recebeu um telefone celular e um pager no trabalho pela primeira vez na vida e lamentou logo em seguida o fato de as pessoas agoram poderem contatá-lo em seu trajeto do trabalho para casa, que era quando ele costumava repassar com calma o dia que estava terminando. Bastante gente usa esses tempos de trânsito (muitas vezes imprudentemente, diga-se de passagem) para recuperar ligações perdidas. Eu preciso desses tempos para recuperar a minha própria vida, que parece estar sempre correndo à minha frente.

Os dispositivos móveis e o Facebook me tornariam umcomunicador pior e um amigo pior. Deixem-me esclarecer. Sim, vocês teriam mais maneiras de se comunicar comigo. Mas eu estou convencido (e acredito que não sou o único) de que a minha capacidade de responder com conteúdos significativos sofreria muito. Eu sei que às vezes não respondo de modo adequado a alguma mensagem de telefone ou de e-mail, ou simplesmente nem sequer respondo. Mas, se tivesse ainda mais canais de contato para controlar, a minha taxa de resposta e, principalmente, a qualidade das minhas respostas, cairia mais ainda. Uma parte de mim concorda que eu iria gostar de ficar mais por dentro do que está acontecendo, mas simplesmente não tenho tempo nem neurônios para gerenciar tudo isso. E quando eu falo com vocês, eu realmente quero me dedicar à nossa conversa e não ficar me distraindo com outras coisas (a menos que um dos meus filhos caia da cadeira, é claro).

Não duvido que seria divertido receber um texto aleatório de vez em quando sobre questões da bolsa de valores. Mas quando um texto aleatório me leva a mais vinte textos paralelos, e os e-mails no meu dispositivo móvel são tantos que acabam ficando lá esquecidos, eu acho que a minha taxa de respostas despencaria.

Tenho dúvidas também quanto à relação "distanciamento psicológico X quantidade de informações recebidas". E tenho certeza, por outro lado, de que muita gente notou que a tecnologia deixou a comunicação mais distante do quando ela era feita no velho modelo face-a-face. As pessoas, hoje, raramente aparecem na nossa porta, a menos que sejam convidados ou algum vendedor casual. Recebemos alguns telefonemas e uma quantidade razoável de e-mails por semana. Já as adolescentes, em média, recebem e enviam 4.000 textos por mês. Eu acho que alguns adultos não ficam muito atrás disso. Os feeds das redes sociais estão sempre saturados com dezenas de milhares de novas informações. Dito de outra forma: quanto menos diretamente as pessoas se comunicam, mais provavelmente elas vão enviar e receber milhares de informações. Eu me pergunto se todas essas informações são proveitosas.

Alguns meses atrás, estive conversando com um primo que é consultor de planejamento pessoal. Ele comentou sobre uma conversa que tinha tido com um orientador, tempos atrás, sobre como lidar com pais irritados. O conselho do orientador foi simples: “Se você receber um e-mail de um pai irritado, responda sempre reconhecendo com clareza que as preocupações dele são válidas. Em seguida, pergunte se ele gostaria de agendar uma conversa face-a-face para discutir o assunto. A maioria vai optar por não fazê-lo, a menos que a preocupação seja realmente séria”. Uma ideia semelhante parece aplicar-se a todos nós: se algo é realmente importante, crítico ou interessante, costumamos seguir caminhos mais diretos para comunicar esse algo aos nossos amigos e familiares.

O papel insidioso das distrações me preocupa. De certa forma, eu gosto das distrações, especialmente quando estou muito ocupado. Eu sei que há no mínimo um evento esportivo diário capaz de atrair a minha atenção. Mas, se eu me sinto atraído por muitas demandas e curiosidades mundanas, algo ainda mais forte continuará me “corroendo” e alertando contra essas distrações todas.

Recentemente, encontrei uma citação de C.S. Lewis que descreve eloquentemente o que eu venho sentindo. Diz assim (a propósito, para quem não conhece “As Cartas do Coisa-Ruim”, o "Inimigo", aqui citado, é Deus):
 
"Os cristãos descrevem o Inimigo como ‘aquele sem o qual Nada é forte’. E o ‘Nada’ é muito forte: forte o suficiente para roubar os melhores anos de um homem, e não com pecados doces, mas com aquele cintilar sombrio da mente em meio a não se sabe o quê nem se sabe por quê, na satisfação de curiosidades tão fúteis que o homem só parcialmente se dá conta delas".
Se eu não tomar cuidado, "a satisfação de curiosidades fúteis" vai me afastar de um chamado maior, de uma busca de sentido maior.

Eu realmente quero preservar a minha vida “off-line”, porque é nela que eu encontro a minha maior alegria. Quase todas as semanas, ou até mais frequentemente, parece que alguma coisa que acontecia por meio de interação humana direta se torna agora “online”. Os cuidados com a saúde estão se transformando em processos digitais. As escolas estão fazendo cada vez mais coisas através da internet. A automação está tomando conta de bancos, mercados e até dos namoros. Isso traz benefícios potenciais, mas a realidade é que, a cada dia, estamos investindo um pouco mais de tempo e energia mental em aprender tecnologias e menos tempo em interagir com gente! Eu tenho a impressão de que as pessoas estão sendo levadas a se conformar com a tecnologia, e não a tecnologia a entrar em conformidade com o humano, ou pelo menos com o tipo de vida humana que nós dizemos que gostaríamos de ter.

Veio um técnico aqui em casa, recentemente, me ensinar a usar um programa de computador que transforma voz em texto. Ou seja, eu vou falando e o programa vai transformando as minhas palavras orais em palavras escritas no computador. Conheço algumas pessoas que usam o sistema e gostam muito dele. Mas o técnico enfatizou que eu precisaria dedicar um tempo razoável a “ensinar” o programa a entender a minha maneira de falar, além de corrigi-lo cada vez que ele me entendesse mal. Se eu não o corrigisse, ele poderia ficar cada vez mais “bobo” ao longo do tempo, tornando-se assim uma ferramenta de pouca utilidade.

Enquanto ele me dizia isso, eu me distraía com uma pergunta interior ameaçadora: "Do que é que eu vou ter que desistir para arranjar mais esse tempo?". Como eu sei que o mundo tecnológico nos reserva a próxima necessidade de aprender mais alguma ferramenta já ali na dobra da esquina, eu sei que teria que tirar tempo da minha família ou dos outros (de vocês, meus queridos amigos), ou tempo pessoal de contemplação silenciosa, de leitura, de escrita ou de descanso.

Não acho que eu vá preferir dar aulas a um programa de computador para que ele aprenda a digitar as palavras do jeito que eu as pronuncio. Prefiro reservar esse tempo para receber ou sair com vocês, meus amigos. Enquanto isso, fiquem à vontade para me ligar aqui no telefone fixo. Se quiserem, aliás, vocês podem até deixar alguma mensagem na nossa velha secretária eletrônica.

Um abraço e espero vê-los em breve!
Fonte: Aleteia

terça-feira, 14 de outubro de 2014

BIENAL DE SÃO PAULO 2014 - UM GRANDE DESRESPEITO A FÉ CATÓLICA

Sua Excelência Reverendíssima, Dom Antonio Rossi Keller, postou uma nota de repúdio aos sacrilégios que estão acontecendo na 31ª Bienal de artes de SP.
Segue a nota do nobre bispo de Frederico Westphalen:

O BURACO SEM FIM DA BIENAL DE SÃO PAULO, OU A DECADÊNCIA DA ARTE…

Q
uem se atreveu a visitar a 31ª Bienal de Artes de São Paulo, certamente teve uma triste surpresa.


A pseudo arte apresentada nesta versão da mostra deste ano nada mais é do que um puro e simples incitamento à legalização do aborto, tudo isto misturado com o vilipêndio do sentimento religioso, especialmente no que se refere à fé católica.

“A exposição ‘Errar de Deus’ expõe a figura sagrada de Jesus Cristo crucificado sendo devorada por corvos. Na sequência, uma imagem de Nossa Senhora com o Menino Jesus toda coberta por baratas e escorpiões. Adiante, uma serpente enroscada no corpo da Virgem Maria, com o claro intuito de inverter o conceito católico da Virgem esmagando a cabeça da serpente. (Gen 3, 15). A Santa Ceia dentro de uma frigideira, para ser fritada, e uma imagem de Nossa Senhora prestes a ser triturada por um ralador de cozinha. Ao final dessa exposição, os guias da Bienal orientam os visitantes a assinarem uma petição ao Papa Francisco, pedindo a ‘abolição total do inferno’. A maioria dos visitantes nem a lê, e assina sem perceber que o abaixo-assinado é promovido pelo CIHABAPAI (Clube dos Ímpios, Hereges, Apóstatas, Blasfemos, Ateus, Pagãos, Agnósticos e Infiéis).


Seu filho ou parente será convidado a assinar esse pedido unindo-se a tal clube! Há também ‘a sala chamada ‘Deus é [palavra impublicável]’, com obras que subvertem ícones católicos, como uma Virgem barbada’. A mesma sala ‘registra corpos andrógenos e relações homoeróticas em frente a imagens religiosas como a Virgem de Guadalupe’ (OESP 31/8/14). Ainda na mesma exposição, a obra Casa particular, que de acordo com o site oficial da Bienal, ‘encena a última ceia de Jesus com seus discípulos em um dos prostíbulos da rua San Camilo, em Santiago [do Chile]. Nessa ação, uma das prostitutas, sentada no centro da mesa, assume o duplo papel de Cristo e de Pinochet, dizendo (…), depois de oferecer pão e vinho: ‘este é meu corpo, este é meu sangue’’.





Uma das exposições disponibiliza cartões postais comemorativos da quebra de igrejas, imagens e conventos pelos comunistas, durante a guerra civil espanhola (1936-39). Ali pode-se também encontrar uma exposição chamada ‘Espaço para Abortar’ que inclui vários ‘úteros’ gigantes. O objetivo é que as mulheres entrem neles e gravem ‘testemunhos’ de experiências, advogando a legalização do aborto no Brasil! (Cfr. El Pais, 4/9/14)”. (Agência Fidespress).
Ou seja, convenhamos, aí, de arte, pouco ou nada existe. O que de fato se pretende com um acinte destes é agredir o sentimento religioso de nosso povo. Pura e simples intolerância religiosa, marcada pela absoluta ignorância, pior ainda, a intenção de “desmontar” os valores sagrados da fé. Dentro de um quadro justificativo de uma pretensa “liberdade de expressão”, o que na verdade se quer é destruir e ridicularizar valores e princípios religiosos.
A intolerância religiosa, um conjunto de ofensas a crenças e à religião, é crime de ódio que fere a liberdade e a dignidade humana de quem tem o direito de crer e de ver respeitados seus princípios religiosos. As liberdades de expressão e de crença religiosa são asseguradas pela Declaração Universal dos Direitos Humanos e pela Constituição Federal. Todos devem ser respeitados e tratados de maneira igual perante a lei, independente da sua opção religiosa. Isto significa que ninguém tem o direito de ridicularizar a crença dos demais, mesmo sob o pretexto de arte.

O Brasil, como um país de Estado Laico, além de separar governo de religião, tem em sua Constituição Federal a garantia de tratamento igualitário a todos os seres humanos, quaisquer que sejam suas crenças. Dessa maneira, a liberdade religiosa está protegida e não deve, de forma alguma, ser desrespeitada.

Os direitos de criticar dogmas e encaminhamentos de uma religião são assegurados pelas liberdades de opinião e expressão. Todavia, isso deve ser feito de forma que não haja desrespeito e incitamento ao ódio ao grupo religioso a que é direcionada a crítica.
Portanto, esta vergonhosa Bienal apresenta-se, nada mais nada menos do que uma ofensa grave aos fiéis católicos, já que além da ridicularização do sentimento religioso, vilipendia objetos de culto religioso católico, utilizando-se das imagens sagradas para transmitir grotescas mensagens antirreligiosas.
Uma boa forma de protestar contra esta grave situação será aquela de não ir a esta Bienal, cabendo aos pais de alunos não permitir que seus filhos visitem a mesma nas visitas organizadas pelas escolas.
Rezemos pelo Brasil, que se vê às voltas com tais situações vergonhosas para uma Sociedade que pretende ser pluralista e democrática.
Fonte: Fidespress


POR QUE SERÁ QUE AS PESSOAS TÊM TANTO INTERESSE EM DESRESPEITAR A FÉ CATÓLICA?

O QUE LEVA ESSAS PESSOAS A FAZEREM ISSO? A DESRESPEITAREM A FÉ DE MILHÕES DE PESSOAS PELO MUNDO A FORA?

POR QUE ESSAS PESSOAS SE SENTEM TÃO INCOMODADAS COM A FÉ CATÓLICA?

O QUE ELAS QUEREM ESCONDER NO FUNDO DE SUAS MENTES DOENTIAS?

SÓ PEÇO A DEUS QUE TENHA PIEDADE DE TODAS ELAS, E PERMITA QUE ELAS TENHAM TEMPO PARA SE CONVERTEREM E PEDIREM PERDÃO A DEUS ANTES DE SUAS MORTES.

CATÓLICOS :

NÃO VISITEM, NEM DEIXEM SEUS FILHOS, PARENTES E AMIGOS VISITAREM ESSA BIENAL DO LIXO.

Infelizmente, isso que está acontecendo em São Paulo, trata-se de uma tática já bastante disseminada nos dias de hoje: utilizar a liberdade artística e de expressão para atacar a Religião.
Não é possível que o autor de uma imagem que mostra a Virgem Maria envolta por baratas e escorpiões queira simplesmente expressar seu "talento artístico". Qual seria o objetivo de sua obra senão o de escarnecer dos católicos e do catolicismo? Ou teria a obra um sentido tão hermético que apenas o próprio autor o compreende?
A verdadeira liberdade deve ser usada com responsabilidade e com respeito. Disfarçar o ataque à Religião sob a desculpa de liberdade artística é uma tática cínica que não engana ninguém. 
Por essa razão, pedimos que você CATÓLICO, assine uma petição para enviar um e-mail à organização da Bienal de SP e pedir a suspensão da exposição de todas as peças blasfemas presentes na edição de 2014.
Para assinar a petição, click no link abaixo:
http://citizengo.org/pt-pt/12279-suspensao-da-exposicao-obras-blasfemas-na-bienal-sp?tc=fb&tcid=7124245
CATÓLICOS,
NÃO VAMOS NOS OMITIR DA DEFESA DA NOSSA FÉ!
POR FAVOR, ASSINE!

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

CONHEÇA TITO EDWARDS, EMPREENDEDOR NORTE-AMERICANO DA MÍDIA CATÓLICA

           O fundador do Big Pulpit lança um novo site de notícias católicas: o Chronica.           A família católica on-line, que ficou mais rica com este novo tesouro, agradece


Foi lançado na última semana o portal Chronica, uma nova fonte de informação para os católicos e para quaisquer outras pessoas interessadas em temas de fé, política e cultura.

Oficialmente apresentado em 15 de setembro, o Chronica foi criado pelo gestor de sites Tito Edwards, conhecido no mundo católico de língua inglesa pelo seu agregador de notícias católicas Big Pulpit. Diferente dos outros sites católicos de Edwards, que exigem o envolvimento humano para fazer a revisão e seleção de notícias, o Chronica utiliza apenas métodos de seleção cibernética para reunir notícias de interesse do grande público católico.


Antes do lançamento do Chronica, Tito Edwards conversou conosco por telefone e falou sobre a sua vida, sua carreira e sua grande meta de ajudar a Igreja em sua diocese natal, Galveston-Houston, no Estado do Texas, com foco principal no universo digital.


O nascimento de uma idéia


Tito estava prestes a se casar, mas tinha um problema: seu trabalho como consultor independente de logística exigia viagens contínuas. Tito e a noiva tinham conversado a fundo sobre essa agenda extenuante e, juntos, consideraram que, como homem casado, ele precisaria dominuir o ritmo dessas viagens de negócios. Tito Edwards estava pronto para uma nova carreira. Mas qual?


Ele era muito talentoso na execução de tarefas informáticas e acumulava uma experiência de dez anos em assessorar corporações a controlar complicadas gestões de frete. O que ele não sabia era como aplicar essa experiência em algum trabalho que lhe permitisse ficar em casa, junto da família.


Certo dia, Tito conversou com a noiva sobre os sites American Catholic e Custos Fidei, nos quais trabalhava. Por que, perguntou ela, Tito não criava alguma coisa online que lhe permitisse aplicar as suas habilidades em tempo integral no mundo católico?


A ideia o atraiu logo de cara. Antes do estouro de popularidade do Facebook, Tito já tinha visto o sucesso do New Advent, um projeto lançado pelo seu colega católico Kevin Knight, e o rápido crescimento de outro agregador de notícias católico, o Pewsitter. Era aquilo, pensou ele, o que ele gostaria de fazer.


Tito era católico da vida toda, mas, como acontece com não pouca gente criada em famílias católicas, acabou se afastando da Igreja durante algum tempo. Foi como jovem adulto que ele retomou a fé. Quando o papa João Paulo II se dirigiu aos jovens na Jornada Mundial da Juventude em Denver, Tito sentiu no coração a força daquela mensagem e começou a construir uma carreira focada na Nova Evangelização.


Grandes metas para ajudar a Igreja


Perguntado sobre os seus objetivos de longo prazo, Tito mergulhou numa entusiasmada conversa sobre o seu plano de três etapas. "Se Deus quiser", ele espera ajudar a Igreja católica mediante a realização de um esforço bastante ambicioso.


A Fase 1 do seu projeto é o portal Big Pulpit tal como ele é hoje: não apenas um agregador de notícias, mas uma seleção escolhida a dedo com "o melhor da comunicação católica". Os escritores que desejam ser incluídos nas antologias publicadas duas vezes por dia no Big Pulpit devem apresentar um novo ponto de vista católico para as notícias do dia, sempre de uma perspectiva positiva e firmemente fiel ao Magistério da Igreja.


A Fase 2, ainda em planejamento, pretende construir um complexo físico chamado "Little Vatican Plaza", ou "Pequena Praça Vaticana". Construído ao lado de um grande conjunto de edifícios para uso eclesial, a Pequena Praça Vaticana quer oferecer uma ampla gama de serviços católicos, de livrarias e cafés até espaços para reuniões. Uma área de escritórios compartilhados será oferecida para várias organizações católicas pró-vida e sem fins lucrativos.


Na Fase 3, Tito espera que a renda gerada pelos seus sites lhe permita ajudar a melhorar a infraestrutura arquidiocesana da sua cidade natal, Houston. Além da planejada "Little Vatican Plaza", ele gostaria de comprar um terreno para a construção de uma nova escola primária, de uma escola secundária e de novas estruturas para uso da Igreja.


Nesta semana, Tito Edwards apresentou ao mundo, com o portalChronica, a sua maior empresa de internet até o momento. A família católica on-line, que ficou mais rica com este novo tesouro, agradece.

Fonte: Aleteia

domingo, 12 de outubro de 2014

O PERIGO DA DIFAMAÇÃO NA INTERNET

                                                                                                                                               Mike Licht / Flickr CC

Como evitar falar mal de alguém? Como saber se o difamado sou eu?


"Mas eu vos digo: todo aquele que se irar contra seu irmão será castigado pelos juízes. Aquele que disser a seu irmão: Raca, será castigado pelo Grande Conselho. Aquele que lhe disser: Louco, será condenado ao fogo da geena." (Mateus 5, 22)


difamação é um pecado gravíssimo que, na internet, onde parece que nossa identidade e integridade estão mais protegidas, se multiplica constantemente. Dizem coisas e acusam as pessoas, e muitas vezes não contrastamos a informação e acabamos difamando. Ou inclusive pior: muitos sites fazem isso propositalmente, com o objetivo de desacreditar o próximo.
No entanto, Bento XVI já explicou que a esta cultura diabólica do mundo de hoje, da calúnia e da mentira, os católicos devem dizer sempre "não", já que, por ser batizados, pertencem a Deus e, por isso, devem viver na verdade.

A difamação nos torna cegos

Assim, um católico que difama, calunia, maldiz ou faz juízos temerários de forma pública, reiterada e consciente, está caindo em um pecado muito grave do qual é urgente sair, pois o respeito à reputação e à honra das pessoas proíbe toda atitude e toda palavra de maledicência ou de calúnia (cf. Catecismo 2507).

Mas recordemos que Deus sempre tem misericórdia, e o sacramento da Reconciliação está aberto aos que se arrependem de suas faltas passadas e desejam escolher sinceramente Jesus e sua Palavra.
Especialmente na internet, esses lugares são reconhecidos imediatamente: o tema é monótono e recorrente, fala-se sempre mal, não se reconhece nada bom sobre o tema tratado, são expostas as falhas mais insignificantes, os comentários costumam ser um contínuo de acusações e ataques etc. Em suma: vale tudo na hora de causar um dano. Além disso, se o site em questão se denomina "católico", não faltarão as interpretações livres e tiradas de contexto da Bíblia e da doutrina da Igreja.

Mas, diante disso, o que fazer?

Inicialmente e pelo bem dessas pessoas, se for possível corrigir com amor e da forma mais privada possível. Se após várias tentativas não se consegue nada, podemos rezar pelas pessoas e não voltar a visitar esses sites, como diz São Pedro, que recomenda rejeitar toda malícia e todo engano, hipocrisia, inveja e todo tipo de maledicência (cf. 1 Pedro 2, 1). E se você for o objeto da difamação? Abençoar os que o maldizem e rezar pelos que o difamam (cf. Lucas 6, 27).

E o que podemos fazer para evitar cair na difamaçãoacidentalmente? Exercer a prudência e o discernimento! Dessa maneira, você dirá somente o que for apropriado, após confirmar toda a informação, e sempre com o olhar misericordioso dos olhos de Deus.

Em resumo, seja compassivo, como seu Pai celestial é compassivo (cf. Lucas 6, 36). Ele o perdoou e o amou; Ele o ajuda em sua vida diária e lhe deu a vida eterna. Cuide, então, da sua língua, pois o começo de toda obra é a palavra, e antes de toda ação vem a reflexão (cf. Eclesiástico 37, 16). Assim, você tratará o próximo como Deus trata você: com amor!

(Artigo publicado originalmente por Mensajero del Amor de Dios)
Fonte: Aleteia

sábado, 11 de outubro de 2014

COMO VAI SER O MUNDO EM 2045?

                                                                                                                                                                   James Vaughan
                                                 Uma nova era de gente biônica?

Você já experimentou aquela sensação de que várias coisas que você foi lendo em fontes diferentes parecem se relacionar de maneira assombrosa?

Eu estou pensando, neste instante, em um recente estudo do Ministério da Defesa do Reino Unido que faz uma série de previsões interessantes sobre o mundo em 2045. Entre as possíveis novas realidades, "as pessoas poderão alterar a sua aparência física, a sua personalidade e as suas características psicológicas com implantes de alta tecnologia".
Num cenário que vai da tecnologia portátil que usamos externamente à tecnologia que carregamos para todo lugar porque está implantada dentro de nós, seria compreensível que a nossa imaginação levantasse voo para outros cenários, inquietantes, de alterações psicológicas acessíveis ao clique de um botão ou secretadas em intervalos regulares por dispositivos implantados. “Biobôs”, ou robôs biológicos móveis, alimentados por células musculares e pequenos o suficiente para residir dentro do corpo humano, já foram desenvolvidos para atuar em cirurgias, em medicação e como plataformas para implantes inteligentes.
Será que esses dispositivos não podem ser violados por indivíduos sem escrúpulos, de forma ainda mais invasiva? Será que esses implantes tecnológicos podem nos tornar melhores, mais fortes, mais rápidos, inaugurando uma nova era de seres humanos biônicos, homens, mulheres, meninos e meninas? Uma classe de indivíduos com super-habilidades especiais que, com o passar do tempo, se tornariam o significado “normal” de “humano”?
Muitas dessas tecnologias não são criadas para nos roubar da nossa humanidade. Marshall McLuhan descreveu as tecnologias de mídia como extensões do homem: “tecnologias para vestir”, como o Oculus Rift e o Google Glass, têm o potencial de estender o nosso alcance virtual e a nossa conexão com a informação e com os outros. Mas as constantes notificações em tempo real na periferia da nossa visão podem virar uma distração e, sim, uma causa de estresse.
Este panorama gerou o modismo da “Redução de Estresse Baseada na Atenção Plena” (Mindfullness Based Stress Reduction, ou MBSR), programa de medicina complementar que tem cerca de 1.000 instrutores certificados em mais de 30 países, que ensinam as pessoas a evitar a multitarefa, a filtrar informações irrelevantes e a levar uma vida com estresse reduzido. Não é surpresa que o Vale do Silício seja um dos grandes focos das aulas e conferências de MBSR. Como diz o ditado, “não é porque podemos que quer dizer que devamos”. Equilíbrio é a palavra-chave e os documentos da Igreja Católica nos lembram: a tecnologia é um dom de Deus, o que significa que nós recebemos o dom de participar do poder criativo de Deus. As tecnologias existem porque nós as criamos graças a esse dom.
Quando o papa Francisco nos incentiva a usar imagens nos meios de comunicação para difundir o Evangelho, ele fala do "poder" das imagens para moldar as "experiências, esperanças e preocupações das novas gerações". Isto é especialmente pertinente se levarmos em consideração o quanto é fácil alterar imagens usando apenas os nossos telefones inteligentes. Vivemos numa época em que não apenas “photoshopar” virou palavra comum, como, quando eu mostro aos meus alunos uma imagem particularmente impressionante, a primeira reação deles é perguntar como é que ela foi “photoshopada”. Eu dou aulas de Photoshop e defendo o seu bom uso, mas a alteração irresponsável de imagens traz consigo toda uma série de repercussões, afetando inclusive a imagem que temos de nós mesmos.


As deputadas norte-americanas Ileana Ros-Lethinen (do Partido Republicano) e Lois Capps (do Partido Democrata) uniram forças recentemente para propor um projeto de lei que regule os excessos no uso do Photoshop. Em até 18 meses após a promulgação dessa lei, a Comissão Federal de Comércio dos EUA apresentará ao Congresso um relatório contendo uma estratégia para reduzir o uso, em publicidade e em outros meios de comunicação para promoção comercial, de imagens alteradas que mudam materialmente as características físicas de rostos e corpos dos indivíduos retratados.

É reconfortante saber que vários grupos, incluindo anunciantes, agências de notícias e a Coalizão para os Transtornos Alimentares, estão dando apoio a esse projeto. No mínimo, dado o poder das imagens para influenciar a autoimagem e a identidade de indivíduos e de toda uma geração, este diálogo entre os responsáveis ​​políticos e os meios de comunicação é muito necessário.

A alteração de imagens levanta preocupações reais sobre identidade e segurança. Quem é você? Quem você quer ser? Não muito tempo atrás, essas perguntas tinham outras interpretações. Hoje elas não significam mais, necessariamente, “que profissão você quer ter quando crescer?”.
A situação agora é mais complexa. Identidades transexuais estão sendo introduzidas em nossas escolas públicas; ativistas estão propondo que a distinção entre homem e mulher é irrelevante, sem sentido e até inexistente; o sexo não é criado pela ordem natural, dizem eles: nós é que criamos essas “distinções artificiais”. A mensagem é esta: “você pode escolher a sua sexualidade”. Transgênero, homossexual, bissexual, tudo é escolha do indivíduo. Experiências como o cross-dressing não estão entre os motivos que levam os pais a mandar seus filhos para a escola, mas há livros infantis, hoje, apresentando a eles o cross-dressing já na escola primária.
Nem a formação dos professores tem sido poupada. Os professores são envolvidos no ativismo homossexual sob o guarda-chuva das campanhas anti-bullying. As cartilhas de “capacitação” apresentam títulos como "Desconstruindo as definições de família", além de proporem questões do tipo "Como combater as definições tradicionais de família?". O combate ao bullying é usado como desculpa e disfarce para agendas pró-homossexualismo e contrárias à família tradicional.
A confusão não para por aí. O hábito de verificar repetidamente os nossos telefones inteligentes para ver o que os outros estão dizendo é um sintoma de insegurança e de anseio pela aprovação dos outros. Mais preocupante ainda: os nossos jovens estão chegando a se suicidar por causa de problemas on-line!
Será que estamos nos transformando em marcas? Por que carregamos centenas de “selfies” em nossos bolsos?
Um estudo da Universidade de Princeton prevê que o Facebook perderá 80% dos usuários em 2017. Outro estudo, da International Business Times, observa que o Facebook tem sofrido uma importante "diminuição da atividade entre os adolescentes": especificamente, "3,3 milhões de usuários norte-americanos de 13 a 17 anos de idade abandonaram o Facebook desde 2011, bem como 3,4 milhões de pessoas entre 18 e 24 anos". Por quê? Há uma série de fatores, mas o aumento da presença dos pais no Facebook e o fato de que o Facebook "não é mais legal como antes" desempenham um papel significativo.
As nossas vidas não têm significado apenas individual, mas também coletivo, afetando e influenciando quem está ao nosso redor. É uma "rede de pessoas", como o papa Francisco a descreveu na mensagem do Dia Mundial das Comunicações Sociais de 2014.
Em 1830, Alexis de Tocqueville, cientista político e historiador francês, escreveu o seguinte depois de uma extensa visita à América do Norte: “A primeira coisa que chama a atenção é a multidão inumerável de homens esforçando-se incessantemente para obter os prazeres mesquinhos e insignificantes com que eles levam a vida. Cada um deles, vivendo à parte dos outros, é como um estranho para o destino de todo o resto. Seus filhos e seus amigos particulares constituem para eles toda a humanidade; quanto ao resto dos seus concidadãos, eles estão ao seu lado, mas não os veem; eles os tocam, mas não os sentem; eles existem, mas em si mesmos e para si mesmos”.

Como vai ser o mundo em 2045?


Como quer que ele seja, nós temos o poder de moldar o que a nossa vida vai ser. Cada escolha que fazemos, cada compra que realizamos, cada diálogo que mantemos interfere em nosso futuro. Então, escolha bem. Hoje.
Fonte: Aleteia