INTRODUÇÃO

INTRODUÇÃO

Olá amigos,

Esse blog é um espaço para a divulgação de notícias de uma forma geral envolvendo todo tipo de matéria sobre a comunicação e marketing católico.

Nos propomos a pesquisar tudo o que existe de matérias sobre a comunicação e marketing católico na web e em outras fontes de comunicação, concentrando-as nessa ferramenta que agora estamos disponibilizando, de forma a facilitar a pesquisa e coleta de informações pelas PASCOM de todas as Paróquias espalhadas pelo Brasil afora. Será também um espaço para divulgação de notícias das próprias PASCOM.

Dessa forma, esperamos que seja um meio onde se poderá encontrar, num só lugar, qualquer matéria publicada que envolva a comunicação e marketing dentro da nossa querida Igreja Católica.

Ajude-nos informando sobre suas atividades, eventos, seminários, encontros, retiros etc, que envolvam os meios de comunicação dentro da sua Paróquia, Vicariato ou Diocese.

Vamos à luta, com a graça de Deus e a força do Espírito Santo, pois COMUNICAÇÃO É EVANGELIZAÇÃO !

Por: José Vicente Ucha Campos

Contato:
jvucampos@gmail.com

quinta-feira, 26 de março de 2015

O CASO "BABILÔNIA": O PROBLEMA MIDIÁTICO


Confiram o vídeo de formação a seguir, feito pelo Padre Augusto Bezerra (Facebook: pe.augustobezerra).

Nesta edição ele fala, a partir dos documentos da Igreja, dos problemas relacionados à mídia secular ao propagar e ensinar o mal como algo pertencente à normalidade da vida humana.

Um claro e absurdo exemplo disso é o caso da novela babilônia da Rede Globo de Televisão, que quer, através do poder de penetração que tem nos lares brasileiros, incutir nas mentes e vidas de seus assistentes, um projeto claro de destruição da família (conforme instituída por Deus), assim como colocar situações anormais e degradantes como se fossem coisas normais e um novo modo de viver e ver as coisas, que deve ser aceito pela população brasileira.

Todos os homens e mulheres de bem, independentemente de suas crenças, devem repudiar tal armadilha global e dizer um grande e sonoro NÃO a esses absurdos.

ESTAMOS DE OLHO !

Eis o vídeo do Pe. Augusto Bezerra:


O SITE CATHOLIC-LINK LANÇA UMA SÉRIE ANIMADA SOBRE AS PREGAÇÕES DO PAPA FRANCISCO, VIA INTERNET


O site Catholic-Link lançou na última segunda-feira, dia 23 de março de 2015, a sua primeira série de animação dedicada ao pontificado do Papa Francisco. Seu nome é "Um minuto com Francisco" e se trata de uma produção bilíngue, em Inglês e Espanhol, que tem como objetivo levar os ensinamentos da Igreja, através da voz e do testemunho do Pontífice argentino, ao centro e às periferias do continente digital.

"A série é inspirada nos discursos e escritos do Santo Padre para dar vida a vários encontros e situações imaginárias onde a mensagem da Igreja chegará ao coração de muitas pessoas”, explica o diretor de Catholic-Link, Mauricio Artieda.

"Trabalhar essa série está sendo um belo e imenso desafio. Pedimos-lhes que rezem muito por nós já que o projeto nos ultrapassou desde o primeiro dia que o começamos”, acrescenta.

"Todos na equipe do Catholic-Link – assegura – estamos muito emocionados por esta nova produção”.

Acessando o vídeo abaixo você poderá ver o primeiro capítulo de "Um minuto com Francisco", intitulado "A família Otero nunca dorme com raiva”, que fala sobre as três palavras fundamentais para a convivência na vida doméstica: com licença, obrigado e perdão.



Fonte: Zenit

quarta-feira, 25 de março de 2015

VATICANO DIVULGA MENSAGEM PARA O 49º DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS



"Comunicar a família: “Comunicar a família: ambiente privilegiado do encontro na gratuidade do amor” é o tema da mensagem para o  49º Dia Mundial das Comunicações Sociais. O evento será celebrado no dia 17 de maio, domingo que antecede Pentecostes. A íntegra do texto foi divulgada hoje, 23, durante coletiva de imprensa, no Vaticano.
Para a vivência e celebração do Dia Mundial das Comunicações Sociais, a Comissão Episcopal para a Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), prepara, todos os anos, um subsídio com orientações e sugestões de atividades para os regionais, dioceses, paróquias e comunidades.
O material é enviado as coordenações e lideranças da Pastoral da Comunicação (Pascom), responsáveis por articular e animar a comunicação nas igrejas locais. A Comissão orienta, também, o estudo do Diretório de Comunicação da Igreja no Brasil, que traz pistas de ação. Contato pelo e-mail: comsocial@cnbb.org.br
Família mais bela
A coletiva de apresentação da mensagem contou com a presença do presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, dom Claudio Maria Celli, a professora da Faculdade de Letras e Filosofia - Departamento de Ciências das Comunicações da Universidade Católica do Sagrado Coração de Milão (Itália), Chiara Giaccardi, e o professor da Faculdade de Ciências Políticas, Mario Magatti.
A reflexão proposta pelo papa Francisco está inserida no caminho sinodal da Assembleia Ordinária do Sínodo sobre a Família que acontecerá em outubro próximo. “A família mais bela, protagonista e não problema, é aquela que, partindo do testemunho, sabe comunicar a beleza e a riqueza do relacionamento entre o homem e a mulher, entre pais e filhos”, escreveu o papa na mensagem.
Confira íntegra do texto:

Mensagem de Sua Santidade o Papa Francisco
49º Dia Mundial das Comunicações Sociais
17 de Maio de 2015
Tema: 
“Comunicar a família: ambiente privilegiado do encontro na gratuidade do amor”
O tema da família encontra-se no centro duma profunda reflexão eclesial e dum processo sinodal que prevê dois Sínodos, um extraordinário – acabado de celebrar – e outro ordinário, convocado para o próximo mês de Outubro. Neste contexto, considerei  oportuno que o tema do próximo Dia Mundial das Comunicações Sociais tivesse como ponto de referência a família. Aliás, a família é o primeiro lugar onde aprendemos a comunicar. Voltar a este momento originário pode-nos ajudar quer a tornar mais autêntica e humana a comunicação, quer a ver a família dum novo ponto de vista.
Podemos deixar-nos inspirar pelo ícone evangélico da visita de Maria a Isabel (Lc 1, 39-56). “Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, o menino saltou-lhe de alegria no seio e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Então, erguendo a voz, exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre” (vv. 41-42).
Este episódio mostra-nos, antes de mais nada, a comunicação como um diálogo que tece com a linguagem do corpo. Com efeito, a primeira resposta à saudação de Maria é dada pelo menino, que salta de alegria no ventre de Isabel. Exultar pela alegria do encontro é, em certo sentido, o arquétipo e o símbolo de qualquer outra comunicação, que aprendemos ainda antes de chegar ao mundo. O ventre que nos abriga é a primeira “escola” de comunicação, feita de escuta e contato corporal, onde começamos a familiarizar-nos com o mundo exterior num ambiente protegido e ao som tranquilizador do pulsar do coração da mãe. Este encontro entre dois seres simultaneamente tão íntimos e ainda tão alheios um ao outro, um encontro cheio de promessas, é a nossa primeira experiência de comunicação. E é uma experiência que nos irmana a todos, pois cada um de nós nasceu de uma mãe.
Mesmo depois de termos chegado ao mundo, em certo sentido permanecemos num “ventre”, que é a família. Um ventre feito de pessoas diferentes, interrelacionando-se: a família é “o espaço onde se aprende a conviver na diferença” (Exort. ap. Evangelii gaudium, 66). Diferenças de géneros e de gerações, que comunicam, antes de mais nada, acolhendo-se mutuamente, porque existe um vínculo entre elas. E quanto mais amplo for o leque destas relações, tanto mais diversas são as idades e mais rico é o nosso ambiente de vida. O vínculo está na base da palavra, e esta, por sua vez, revigora o vínculo. Nós não inventamos as palavras: podemos usá-las, porque as recebemos. É em família que se aprende a falar na “língua materna”, ou seja, a língua dos nossos antepassados (cf. 2 Mac 7, 21.27). Em família, apercebemo-nos de que outros nos precederam, nos colocaram em condições de poder existir e, por nossa vez, gerar vida e fazer algo de bom e belo. Podemos dar, porque recebemos; e este circuito virtuoso está no coração da capacidade da família de ser comunicada e de comunicar; e, mais em geral, é o paradigma de toda a comunicação.
A experiência do vínculo que nos “precede” faz com que a família seja também o contexto onde se transmite aquela forma fundamental de comunicação que é a oração. Muitas vezes, ao adormecerem os filhos recém-nascidos, a mãe e o pai entregam-nos a Deus, para que vele por eles; e, quando se tornam um pouco maiores, põem-se a recitar juntamente com eles orações simples, recordando carinhosamente outras pessoas: os avós, outros parentes, os doentes e atribulados, todos aqueles que mais precisam da ajuda de Deus. Assim a maioria de nós aprendeu, em família, a dimensão religiosa da comunicação, que, no cristianismo, é toda impregnada de amor, o amor de Deus que se dá a nós e que nós oferecemos aos outros.
Na família, é sobretudo a capacidade de se abraçar, apoiar, acompanhar, decifrar olhares e silêncios, rir e chorar juntos, entre pessoas que não se escolheram e todavia são tão importantes uma para a outra… é sobretudo esta capacidade que nos faz compreender o que é verdadeiramente a comunicação enquanto descoberta e construção de proximidade. Reduzir as distâncias, saindo mutuamente ao encontro e acolhendo-se, é motivo de gratidão e alegria: da saudação de Maria e do saltar de alegria do menino deriva a bênção de Isabel, seguindo-se-lhe o belíssimo cântico do Magnificat, no qual Maria louva o amoroso desígnio que Deus tem sobre Ela e o seu povo. De um “sim” pronunciado com fé, derivam consequências que se estendem muito para além de nós mesmos e se expandem no mundo. “Visitar” supõe abrir as portas, não encerrar-se no próprio apartamento, sair, ir ter com o outro. A própria família é viva, se respira abrindo-se para além de si mesma; e as famílias que assim procedem, podem comunicar a sua mensagem de vida e comunhão, podem dar conforto e esperança às famílias mais feridas, e fazer crescer a própria Igreja, que é uma família de famílias.
Mais do que em qualquer outro lugar, é na família que, vivendo juntos no dia-a-dia, se experimentam as limitações próprias e alheias, os pequenos e grandes problemas da coexistência e do pôr-se de acordo. Não existe a família perfeita, mas não é preciso ter medo da imperfeição, da fragilidade, nem mesmo dos conflitos; preciso é aprender a enfrentá-los de forma construtiva. Por isso, a família onde as pessoas, apesar das próprias limitações e pecados, se amam, torna-se uma escola de perdão. O perdão é uma dinâmica de comunicação: uma comunicação que definha e se quebra, mas, por meio do arrependimento expresso e acolhido, é possível reatá-la e fazê-la crescer. Uma criança que aprende, em família, a ouvir os outros, a falar de modo respeitoso, expressando o seu ponto de vista sem negar o dos outros, será um construtor de diálogo e reconciliação na sociedade.
Muito têm para nos ensinar, a propósito de limitações e comunicação, as famílias com filhos marcados por uma ou mais deficiências. A deficiência motora, sensorial ou intelectual sempre constitui uma tentação a fechar-se; mas pode tornar-se, graças ao amor dos pais, dos irmãos e doutras pessoas amigas, um estímulo para se abrir, compartilhar, comunicar de modo inclusivo; e pode ajudar a escola, a paróquia, as associações a tornarem-se mais acolhedoras para com todos, a não excluírem ninguém.
Além disso, num mundo onde frequentemente se amaldiçoa, insulta, semeia discórdia, polui com as murmurações o nosso ambiente humano, a família pode ser uma escola de comunicação feita de bênção. E isto, mesmo nos lugares onde parecem prevalecer como inevitáveis o ódio e a violência, quando as famílias estão separadas entre si por muros de pedras ou pelos muros mais impenetráveis do preconceito e do ressentimento, quando parece haver boas razões para dizer “agora basta”; na realidade, abençoar em vez de amaldiçoar, visitar em vez de repelir, acolher em vez de combater é a única forma de quebrar a espiral do mal, para testemunhar que o bem é sempre possível, para educar os filhos na fraternidade.
Os meios mais modernos de hoje, irrenunciáveis sobretudo para os mais jovens, tanto podem dificultar como ajudar a comunicação em família e entre as famílias. Podem-na dificultar, se se tornam uma forma de se subtrair à escuta, de se isolar apesar da presença física, de saturar todo o momento de silêncio e de espera, ignorando que “o silêncio é parte integrante da comunicação e, sem ele, não há palavras ricas de conteúdo” (BENTO XVI, Mensagem do 49º Dia Mundial das Comunicações Sociais, 24/1/2012); e podem-na favorecer, se ajudam a narrar e compartilhar, a permanecer em contato com os de longe, a agradecer e pedir perdão, a tornar possível sem cessar o encontro. Descobrindo diariamente este centro vital que é o encontro, este “início vivo”, saberemos orientar o nosso relacionamento com as tecnologias, em vez de nos deixarmos arrastar por elas. Também neste campo, os primeiros educadores são os pais. Mas não devem ser deixados sozinhos; a comunidade cristã é chamada a colocar-se ao seu lado, para que saibam ensinar os filhos a viver, no ambiente da comunicação, segundo os critérios da dignidade da pessoa humana e do bem comum.
Assim o desafio que hoje se nos apresenta, é aprender de novo a narrar, não nos limitando a produzir e consumir informação, embora esta seja a direção para a qual nos impelem os potentes e preciosos meios da comunicação contemporânea. A informação é importante, mas não é suficiente, porque muitas vezes simplifica, contrapõe as diferenças e as visões diversas, solicitando a tomar partido por uma ou pela outra, em vez de fornecer um olhar de conjunto.
No fim de contas, a própria família não é um objeto acerca do qual se comunicam opiniões nem um terreno onde se combatem batalhas ideológicas, mas um ambiente onde se aprende a comunicar na proximidade e um sujeito que comunica, uma “comunidade comunicadora”. Uma comunidade que sabe acompanhar, festejar e frutificar. Neste sentido, é possível recuperar um olhar capaz de reconhecer que a família continua a ser um grande recurso, e não apenas um problema ou uma instituição em crise. Às vezes os meios de comunicação social tendem a apresentar a família como se fosse um modelo abstrato que se há de aceitar ou rejeitar, defender ou atacar, em vez duma realidade concreta que se há de viver; ou como se fosse uma ideologia de alguém contra outro, em vez de ser o lugar onde todos aprendemos o que significa comunicar no amor recebido e dado. Ao contrário, narrar significa compreender que as nossas vidas estão entrelaçadas numa trama unitária, que as vozes são múltiplas e cada uma é insubstituível.
A família mais bela, protagonista e não problema, é aquela que, partindo do testemunho, sabe comunicar a beleza e a riqueza do relacionamento entre o homem e a mulher, entre pais e filhos. Não lutemos para defender o passado, mas trabalhemos com paciência e confiança, em todos os ambientes onde diariamente nos encontramos, para construir o futuro.
Vaticano, 23 de Janeiro – Vigília da Festa de São Francisco de Sales – de 2015.
Papa Francisco
Fonte: CNBB

ANUÁRIO ESTATÍSTICO REVELA CRESCIMENTO ESTÁVEL DA IGREJA CATÓLICA NO MUNDO


Cidade do Vaticano (RV) – O número de católicos no mundo e o número de sacerdotes e diáconos permanentes cresceram ligeiramente em 2013, enquanto o número de homens e mulheres nas ordem religiosas diminuiu, revelam as mais recentes estatísticas do Vaticano. Pelo segundo ano seguido, o número de vocações também caiu.

Os dados estão no Anuário Estatístico da Igreja, cuja última edição foi completada em fevereiro, publicada neste mês e que reúne os números da Igreja no mundo inteiro até 31 de dezembro de 2013.

População católica

No final de 2013, a população católica mundial passou a marca de 1,253 bilhões, um crescimento de aproximadamente 25 milhões ou 2%, superando a taxa de crescimento da população global que, em 2013, foi estimada em 1%. Portanto, os católicos representam cerca de 17,7% da população global.

Assim como foi apresentado em anos anteriores, o Anuário estima que cerca de 4,8 milhões de católicos não foram incluídos nas estatísticas porque vivem em países que não fornecem relatórios ao Vaticano como, por exemplo, China e Coreia do Norte.

As Américas concentram a maior porcentagem de católicos entre a população: 63,3%, seguidas pela Europa, com 39,9%. A Ásia tem a menor prevalência: 3,2%.

Em 2013 mais de 16 milhões de crianças e adultos foram batizados, revela o Anuário, que demonstra ainda uma tendência de queda no número de crianças batizadas como consequência das baixas taxas de natalidade na maioria dos países. “A proporção de crianças batizadas abaixo dos 7 anos em comparação ao número de católicos tem diminuído em todos os continentes desde 2008”, destaca um trecho do relatório.

Religiosos

Sobre o número de bispos, foram 40 a mais no período, cujo total subiu para 5,173. O número total de sacerdotes – diocesanos ou de ordens religiosas – no mundo inteiro cresceu de 414,313 para 415,348, com um crescimento estável dos sacerdotes diocesanos presentes na África, na Ásia e nas Américas – na Europa, todavia, este número continua a cair.

O número de diáconos permanentes – 43,195 – teve um incremento de mais de 1.000 em relação ao ano anterior.  O número de irmãos religiosos caiu ligeiramente de um total de 55,314 no final de 2012 para 55,253 no final de 2013.

O número de mulheres em ordens religiosas segue a tendência de queda. O total de 693,575 irmãs e freiras, temporária ou permanentemente professas, registrado em 2013 sofreu um decréscimo de 1,2% no último ano, 6,1% desde 2008. A maior queda neste período de cinco anos foi verificada na América do Norte, com uma queda de 16,6%, seguida pela Europa, com um decréscimo de 12,6%.

O número de candidatos ao sacerdócio – em seminários diocesanos e ordens religiosas – que iniciaram os estudos de filosofia e teologia segue em linha decrescente.

O número de seminaristas caiu  de 118,251 no final de 2013 quando comparado aos 120,051 do mesmo período de 2012. O número de seminaristas registra ligeira tendência de aumento a cada ano a partir de 2003 até 2011, quando eram 120,616 os vocacionados. 

Fonte: Rádio Vaticano

terça-feira, 24 de março de 2015

PESQUISA REVELA QUE IGREJA CATÓLICA É A TERCEIRA INSTITUIÇÃO DE MAIOR PRESTÍGIO NO BRASIL


De acordo com uma pesquisa do Datafolha divulgada nesta quinta-feira (18/3/15), a imprensa e as redes sociais são as instituições de maior prestígio entre os brasileiros. Dos 2.842 entrevistados em 172 municípios, as duas mídias tiveram um empate técnico.

De acordo com a Folha de S.Paulo, a pesquisa foi realizada entre os últimos dias 16 e 17 de março. A imprensa aparece em primeiro lugar entre as instituições mais prestigiadas, citada por 65% dos entrevistados. Já as redes sociais, incluídas na pesquisa pela primeira vez neste ano, chegaram a 63%. Com a margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, configura-se um empate técnico.

Em terceiro lugar no ranking aparece a Igreja Católica (55%), seguida pelas Forças Armadas (45%), Igreja Universal do Reino de Deus (35%), o Poder Judiciário (34%) e os sindicatos de trabalhadores (28%). 

A Presidência da República e seus ministérios, que ocupava o terceiro lugar na última pesquisa feita em 2007, é hoje a oitava colocada no ranking (21%).

Entre as instituições menos prestigiadas pela sociedade, segundo a pesquisa, aparecem o Congresso Nacional (19%) e partidos políticos (18%). 

A imprensa lidera o ranking desde 2003, quando atingiu 71% da preferência dos entrevistados. Em 2005 e 2007, as taxas foram de 63% e 62%, respectivamente.

Fonte: Comunidade Shalom/Blog Carmadélio

sexta-feira, 20 de março de 2015

O BISPO QUE TIRA DÚVIDAS DOS JOVENS PELO WHATSAPP

© Sam Azgor

Ele reconhece que há perguntas que os jovens jamais fariam em público e por isso aderiu ao aplicativo

Diante da proposta do Papa Francisco de utilizar os meios de comunicação, especialmente a internet, como instrumentos de união entre as pessoas, a Igreja Católica do México vem dado passos importantes neste sentido, que tem como objetivo fortalecer a cultura do encontro e a solidariedade através dos meios digitais.

É por isso que o bispo mexicano Dom Alonso Garza Treviño criou o "Bate-papo com o bispo", para que os jovens tenham a oportunidade de conversar com ele e resolver todas as suas dúvidas utilizando o aplicativo WhatsApp.

Dom Alonso explicou que a ideia surgiu da necessidade dos jovens de contar com um espaço para falar sobre temas que geralmente não se atrevem a expor em público. A Pastoral da Juventude criou um espaço com smartphones para que todos possam escrever sem inibição suas dúvidas e comentários por meio do whatsapp.

Fizeram uma primeira experiência com 130 jovens, divididos em mesas de 10 pessoas, que se conectaram com o bispo usando o aplicativo. Após uma breve conversa, começaram a apresentar suas inquietudes, que depois foram classificadas por temas e ordenadas de acordo com a similitude das abordagens, para poder responder a todos sem necessidade de fazê-lo uma a uma.

As participações foram divididas em 3 campos: o primeiro foi totalmente pessoal, e nele fizeram perguntas relacionadas ao namoro, amizade, sexualidade, estudos e política, entre outros temas.

O segundo campo tratou da sua situação familiar, e nele expuseram todas as suas dúvidas sobre conflitos entre pais e irmãos.

E o terceiro campo era sobre suas inquietudes em matéria de pastoral dos grupos; nele, abordaram sua formação religiosa, o seguimento de Cristo, dúvidas sobre o Evangelho, o tipo de assessoria que recebem, o acompanhamento dos padres, o que eles esperam da Igreja e o que a Igreja espera deles.

O bispo explicou que, se não tivesse utilizado este mecanismo de trabalho, a maioria dos jovens não teria se atrevido a expor suas inquietudes, intimidados pela presença dos outros. No entanto, com esta experiência, nem um só jovem deixou de participar, e no final havia mais de 400 perguntas.

A experiência foi intensa e interessante, e agora estudam a possibilidade de abri-la a jovens de outras comunidades e a maneira de prestar este serviço a distância, sem necessidade de reunir todos em um lugar específico. "Basta combinar um horário determinado e nos conectarmos todos via whatsapp", disse o bispo.

Dom Alonso disse que as redes sociais são uma maneira muito útil para a Igreja, porque permitem compartilhar e discutir o Evangelho, tratando dos problemas que realmente interessam aos jovens.

"Estou convencido de que o uso das redes sociais não é só conveniente, mas necessário, porque hoje em dia, para muitos jovens, o que não está nas redes sociais simplesmente não existe, e não pode ser que Jesus não exista para eles. Então, Jesus precisa estar nas redes sociais."

Finalmente, o prelado também comentou que vários dos jovens que receberam a Crisma mantiveram contato com ele por meio do Facebook, utilizando-o como ferramenta de comunicação para compartilhar suas experiências e expor suas dúvidas.

Fonte: Aleteia

segunda-feira, 16 de março de 2015

CONFISSÃO DIGITAL ?


O sacramento da confissão é muito mais que "conectar-se" 
com a "Igreja online": é encontrar-se com 
a misericórdia de Deus em pessoa


Era só questão de tempo até que alguém tivesse a "inovadora" ideia de oferecer o sacramento da reconciliação online para os católicos. Usando o pseudônimo @PriestDavid, uma pessoa na cidade de San Antonio (Texas, EUA) está oferecendo confissões virtuais às pessoas, por meio do aplicativo Snapchat.
 
Essa pessoa, que diz ser sacerdote há mais de 23 anos, mas prefere manter seu anonimato, afirma que seu objetivo é chegar aos jovens por meio desse "serviço". A Igreja local já se pronunciou ao respeito, recordando a invalidez desta prática.
 
Como todos os sacramentos, a confissão é uma ação litúrgica. Em geral, os elementos da sua celebração são: saudação e bênção do sacerdote, leitura da Palavra de Deus para iluminar a consciência e suscitar a contrição, exortação ao arrependimento; a confissão, que reconhece os pecados e os manifesta ao sacerdote; a imposição e aceitação da penitência; a absolvição que o sacerdote dá; ação de graças e despedida com a bênção do sacerdote (Catecismo n. 1480).
 
Alguns podem pensar que é sempre bom inovar e adaptar-se a cada época, mas, para a Igreja, essa adaptação não pode deixar de lado a fidelidade a Deus; ela procura a reconciliação e a salvação das almas, e isso envolve uma ação, um encontro, sair do seu metro quadrado e ir ao encontro de Jesus.
 
Como bem lembra o Catecismo, da saudação até a bênção de despedida do padre, o sacramento da reconciliação é muito mais do que só recitar as faltas e pecados, é muito mais do que "conectar-se" com a "Igreja online". É encontrar-se com a misericórdia de Deus em pessoa.
 
Entre a muitas coisas que a internet tornou possível, com os grandes benefícios da tecnologia moderna, está o compartilhar a fé, evangelizar (uma missão nobre para todo batizado) etc. Mas, para receber a graça que os sacramentos oferecem, buscá-los online não é uma opção válida.
Por: Omar Aguilar

Fonte: Aleteia

sábado, 14 de março de 2015

VOCÊ CONHECE O DICIONÁRIO ON-LINE DA IGREJA CATÓLICA PARA A AMÉRICA LATINA ?



Cardeal Ravasi: "É uma árvore que vai crescer ao longo do tempo". Com um formato tipo Wikipedia já está disponível na internet


O Dicionário da História Cultural da Igreja na América Latina, realizado por iniciativa do Pontifício Conselho para a Cultura, foi apresentado no final do ano passado na sede do Dicastério.

O Cardeal Gianfranco Ravassi, chefe do Dicastério, abriu a apresentação, lembrando a grande tradição cultural da América Latina, a relação com os indígenas, a miscigenação entre Espanha, Itália e outros países europeus com as populações locais e reiterou que o trabalho "é uma árvore que vai crescer ao longo do tempo."

Padre Fidel González, professor da Pontifícia Universidade Urbaniana e editor do projeto também se pronunciou na abertura do evento.

Apesar de ter um formato que lembra a Wikipedia, com o brasão papal na esquerda, aberto a novas contribuições, terá a garantia que os artigos publicados foram previamente revisados pelos responsáveis da iniciativa.

"O dicionário já tem 700 vozes, mais de mil sobre a minha mesa, que precisam ser controlados, outro dois mil ainda em rascunho e esperamos chegar a cinco mil". A obra já pode ser encontrada na web http://www.enciclopedicohistcultiglesiaal.org

“Existia a necessidade de oferecer ao público interessado na história e na formação do continente latino-americano uma ferramenta de fácil utilização, que torna claro a inegável a contribuição cristã na identidade, unidade e originalidade da Igreja na América Latina", disse o Padre Fidel Gonzales.

O sacerdote reconhece que já existem trabalhos nesse sentido, mas faltava "um dicionário que apresentasse o papel do cristianismo na formação do continente."

Ele disse que a ideia original foi do Padre Javier Cuevas Magdaleno, então funcionário do Dicastério, responsável pela América Latina, assumido pelo Padre Bernard Ardua, secretário do Pontifício Conselho para a Cultura. E então, apoiada pelo presidente do Pontifício Conselho, Cardeal Paul Poupard e realizado pelo Cardeal Ravasi.

Colaboraram com o mesmo, especialistas das comissões culturais de cada Conferência Episcopal. "Um dicionário on-line, que vai crescer com o tempo e será alimentado com artigos que irão convergir como os afluentes de um rio", acrescentou o editor.

"O que se pretende é coletar resumos de dados históricos já conhecidos e elaborados sobre os acontecimentos, instituições, personalidades, questões culturais e eclesiásticas relacionadas”, disse o professor da Urbaniana, que “também propõe que nenhuma manifestação cultural apreciável sobre essa Igreja, ao longo de seus 500 anos de vida, se perca".

A Universidade Popular do Estado de Puebla também está colaborando na realização deste projeto.

Fonte: Zenit

sexta-feira, 13 de março de 2015

IBREVIARY LANÇADO EM PORTUGUÊS, ÁRABE E TURCO



iBreviary foi o primeiro aplicativo do mundo para smartphones e tablets que continha, no já longínquo 2008, todas as orações, a Liturgia das Horas e os textos da missa. Tudo o que é necessário para a oração pessoal e comunitária, para os sacerdotes e para os fiéis leigos, está presente neste aplicativo que levou até as mãos de todos os fiéis do mundo a oração católica cotidiana.
 
O papa Francisco pediu que, por todos os meios justos, seja espalhado o Evangelho. Estamos fazendo isso com o que é mais precioso para nós: a oração. Além dos leigos, o iBreviary já está bastante difundido entre padres, bispos e até cardeais.
 
O iBreviary se espalhou pelo mundo com números surpreendentes de download para uma aplicação de oração: mais de 3.000 downloads por semana para os vários dispositivos. Já disponível em 9 idiomas, ele agora lança as novas versões em português, árabe e turco.
 
A decisão de preparar uma versão em árabe foi muito importante: queríamos colocar a oração oficial da Igreja católica e todos os textos para a celebração da Santa Missa nas mãos de fiéis católicos de língua árabe, muitas vezes impedidos de adquirir textos sagrados em seus países (em alguns lugares, é até ilegal manter consigo textos e livros sagrados cristãos).
 
iBreviary é um sólido sinal de convivência e uma porta para a liberdade religiosa, não só pregada, mas concreta, vivida principalmente na oração. Eu espero, vivamente, que ele seja um serviço útil para todos os fiéis de língua árabe, simbolizando paz e liberdade.
 
O iBreviary está disponível para iPhone, iPad, Android e Windows Phone 7. A nova versão, incluindo árabe, português e turco, já está disponível para o iPhone. Em breve, será oferecida também para outros sistemas e plataformas.
 

Fonte: Aleteia

COMUNICAÇÃO PELA JUVENTUDE


JUVENTUDE - MÍDIA - SOCIEDADE


PASTORAIS DA JUVENTUDE LANÇAM SUBSÍDIO 
PARA SEMANA DA CIDADANIA

A partir de agora, os grupos de jovens de todo país podem começar as vivências da Semana da Cidadania. O material, elaborado pela Pastoral da Juventude Estudantil (PJE), Pastoral da Juventude Rural (PJR), Pastoral da Juventude do Meio Popular (PJMP) e Pastoral da Juventude (PJ), já está disponível em versão pdf para download livre.
São quatro materiais diferentes: apresentação, roda de conversa, roteiro de encontro e um roteiro de Ofício Divino da Juventude. A equipe que elaborou o material deste ano explica que a ideia é dinamizar a vivência da Atividade.
A proposta é que a Roda de Conversa e o Roteiro de Encontro sejam realizados durante todo o mês de março. Nesses dois materiais existem propostas de Gestos Concretos, que devem ser realizados durante a Semana da Cidadania, que acontece de 11 a 18 de abril. Já o Ofício Divino fica como uma proposta de Celebração para depois das atividades realizadas.

Para realizar o download do material Clique Aqui
O material é muito interessante. 

Por: Iago Rodrigues
Fonte: Jovens Conectados

quinta-feira, 12 de março de 2015

COMUNICAR - OPORTUNIDADE DE REFLEXÃO



No final de 2013, no Convento São Boaventura, Campo Largo – PR, aconteceu o primeiro encontro da Frente de Evangelização da Província (para ler sobre o evento:http://www.franciscanos.org.br), assessorado pelo professor Ciro Marcondes Filho, cientista social, jornalista e professor da USP.

De forma bem humorada e leve, mas igualmente arguta e precisa, colocou para os presentes o verdadeiro desafio da comunicação: o que é comunicar? – para além de publicar no jornal, na internet. Seguem algumas das mais marcantes reflexões do professor Ciro.

Há um sentido extra sociológico de comunicação e que não existe no Brasil. A sociologia no Brasil parece mais voltada aos meios, deixando de lado o como nós, como seres humanos, nos relacionamos com o que vivenciamos diariamente com imagens e informações.

Comunicação é um fato raro e não acontece facilmente, exigindo um empenho da pessoa que comunica e certo conhecimento da pessoa que recebe. Ela é um fenômeno. (o professor tem simpatia pela fenomenologia – participar junto do processo para entendê-lo melhor).

É importante separar comunicação de sinalização e informação

Sinalizar: tudo no mundo sinaliza. Parte-se do princípio de que o universo é povoado de pessoas e coisas que sinalizam; existir é sinalizar, surgir no nosso campo visual. Tudo está buscando uma forma de se fazer mostrar e conhecer. No processo comunicacional somos todos emissores (de forma passiva), que os outros podem ou não se dar conta. Comportar-se é sinalizar: o modo como nos mostramos diante do outro. Todos existindo se comportam. Não dá para não sinalizar. Mas nem tudo que sinaliza nos interessa. O mundo é carregado de sinais externos, sensoriais. Mas não se dá importância a todos, fazendo-se alguma filtragem. Apenas alguns sinais nos importam.

Os sinais que olhamos são os que nos interessam. O interesse separa a sinalização da informação. Quando nos voltamos para algo, aquilo que era mera sinalização torna-se informação. Ela não existe por si mesma: é o sinal que vou atrás, que me chama atenção: um acidente, por exemplo – eu quero saber! Uma biblioteca ou um jornal não têm informação – é necessário o interesse de alguém para que aquele conteúdo torne-se informação. Olhamos por interesse, mas também por que somos atraídos pelo olhar. Às vezes somos fisgados: a publicidade leva a nos voltarmos para certos sinais que, de outro modo, não nos interessaríamos – isso é sedução!

Mas isso não é ainda comunicação. Para comunicar é preciso algo mais que sinalização (passiva ou ativa – atenção) e que informação. A coisa tem que nos fazer pensar, forçar a pensar. Aí a diferença. Quando leio um jornal, busco informações. Não compro qualquer jornal, eu escolho, segundo sua harmonização comigo (a informação não é conflitiva – apenas amplia minha base de dados para tomar decisões). É uma função de reforço. A comunicação pode alterar o que pensava antes, pode transformar. Tem que provocar reposicionamento. Faz com que eu reflita sobre minhas próprias posições.

Uma nova teoria da comunicação para repensar a comunicação

Antes se pensava em passar mensagem: transmissão, transferência de uma mensagem / recepção. É a ideia de pôr algo na cabeça do outro. E funcionou por muito tempo o “modelo canônico”, proposto pelo engenheiro americano Claude Elwood Shannon (1916-2001). Uma fonte que manda uma mensagem por um transmissor chega a um receptor e daí a um destino, quase como um circuito elétrico.

Esse modelo foi questionado pelos próprios americanos, por não servir para humanos. Por que a ideia não é passar algo a outro. Não se sabe o que ocorre na cabeça do outro, como ela é traduzida aí. Essa passagem implica uma transformação: ela é integralmente incorporada pelo outro? Somos seres insondáveis!

Por isso, falar de transmissão supõe que algo é recebido integralmente. O que não se dá realmente. A decodificação é pessoal. A metáfora da transmissão é equivocada por que é física: o objeto é facilmente incorporado pelo outro, ignorando que vivemos em ambientes culturais distintos. A comunicação é fenômeno complexo. O outro recria, por conta própria, o que ouviu (o professor recordou aqui a teoria da autopoiese, dos biólogos chilenos Varela e Maturana).

O mundo externo está longe de ser objetivo e o mesmo vale para cada um dos que podem (mesmo os que não sabem) ler esse texto. O que construímos em nossa cabeça não é necessariamente o que está lá fora. Não há um mundo igual para todos.

Comunicação é uma relação dependente do outro, do clima, do como o outro ouve, do seu humor. A informação é relacional: o que é informação para mim não o é para o outro. Do mesmo modo a comunicação: o que é comunicado a mim não o é ao outro. Ela depende de nossa reação, de um conjunto de forças presentes no espaço durante o processo comunicacional. Nunca se repete da mesma forma. É variável.

Necessitamos do outro. Nossa relação com o mundo necessita do outro. Sem o outro não há comunicação. Fechado em mim, não posso entrar em comunicação. Precisamos do outro para nos transformar. É possível uma transformação em nós. A comunicação nos transforma no sentido de abrirmo-nos ao outro, transformando-nos.

Mas para isso ocorrer:

-- é preciso sair do casulo e abrir-se ao diferente;
-- não passar superficialmente pelas coisas, mas fazer uma imersão, vivenciar as coisas – viver cada momento;
-- não ver o outro como coisa – me relacionar com ele. (se o facebook fosse presencial, todos ficariam chocados, com pedidos inusitados, às vezes, de amizade!).

cibersociabilidade ou: a máquina e a angústia

O presencial é uma forma mais arcaica de sociabilidade. As pessoas se buscam, e nessa busca acontece a linguagem humana. Existe um estar junto silencioso, que o digital não permite. Há certos momentos que só existem no campo do presencial. Mesmo o silêncio cria uma convivialidade. Pela tela não há o contato, a voz, o olhar. Não se sente a pessoa. A tecnologia exclui o pulsante, o vivo do outro.

Levinas: no campo de concentração resolveu estudar o porquê os alemães conseguiram o extermínio em massa das pessoas. Para o autor, os alemães não viam os executados em seu rosto: eles não tinham rosto, eram massa. O rosto é a expressão mais clara do “não matarás”. Esse rosto (que para Levinas é o acesso ao infinito) permite a passagem à humanidade. Nos campos, as pessoas não eram vistas como seres de rosto. Isso construiu o conceito de comunicação do Ciro. O presencial fala mais que a fotografia e mesmo mais que a expressão da própria pessoa, pois o remete à abertura a essa “rostidade”, que não existe no campo do virtual. Na presença capta-se a alma do outro. Seria essa uma comunicação mais direta ou mera transmissão de informação?

Ainda existem amigos? As redes permitem uma dilatação de pessoas conhecidas, mas talvez inversamente à amizade: os amigos são os que visitam na tela? Aqui, até o conceito de celebridade se transmitiu para as pessoas comuns. E o mais preocupante: passa-se à rede o que deveria ficar no privado.

Conversar é acompanhar as reações do outro, diferente dos diálogos eletrônicos. Em tempo real eu não vejo as pessoas. Os diálogos correm em paralelo: desaparecem os rostos. O outro é a produção de mim mesmo. O outro não passa de um sinal de luz no meu computador. O outro na nossa vida perde sua inteireza e fica algo meio nuançado: a pessoa com quem nos relacionamos virtualmente perde sua densidade como pessoa.

O mesmo na relação com as outras coisas. Não estou na cena, apenas fotografo para o face: a vida deixa de ser vivida na inteireza. Eis o paradoxo da presença: estamos no lugar, sem estar no lugar. Pessoas juntas, com o smartphone conversando com outras. Esse é outro efeito da comunicação eletrônica: reúne pessoas que não estão ali. Antes se falava isso da fotografia: o problema é que as pessoas têm angústia do único: precisam reproduzir o único para sempre (cf. Günther Anders, ex-aluno de heidegger, Husserl e Cassirer, ca. 1953). O homem tem inveja da máquina, melhor que o humano porque dura mais tempo e é mais eficiente. Fotografar é uma angústia humana. Parecida com a angústia da morte: que nos leva a produzir cultura para não encarar o fato que todos vamos morrer.

Os mecanismos de comunicação eletrônica operam com uma compulsão: precisamos ser vistos; se os outros não nos vêm, é sinal de que não existimos (a obrigatoriedade de comentar meu post no face).

Esses aparelhos iludem quanto à possibilidade de comunicação. Eu me isolo: sou uma ilha e o outro é um tamagoushi. O “eu moderno”. Longe dos outros, não conheço e nem quero conhecer ninguém. A distância me faz desconhecer quem é o meu próximo e me permite me fechar entre paredes. O mundo passa a ser cheio de perigos, reais e imaginários. Os outros são inimigos. Não é a toa que se fala que a tecnologia estimula a violência e a xenofobia. Sem contato, posso eliminar o outro: os sites de relacionamento; o esquema das salas de bate-papo com câmera; uma imagem perversa do que pode ser o uso dos meios, para marcar as relações desinteressadas pelo outro.

tecnologia expôs a miséria de cada um: “adolescente vende a virgindade para comprar iphone 4” (difícil de crer: http://www.gaz.com.br/noticia/285495-adolescente_vende_virgindade_em_troca_de_iphone_4.html). Estraçalha com a privacidade porque há um sistema que facilita essa atuação e resultados. O face não é só alegria: vejam-se os casos de builyng digital. Outra desconcertante realidade: o caso de “morte assistida” pela internet. A morte do outro vira um fato banalizado e tema de interesse. A vida do outro vira algo indiferente.

Além disso, a tirania da rede: o estar sempre conectado, acessível e o necessitarmos atualização permanente.

O que queremos com a comunicação? Como reagir e se posicionar em relação a tudo isso?

Queremos estar a sós? Às vezes, mas também queremos que o outro nos ache. Precisamos do outro e sua presença real. Isso é deixado em segundo plano pelos meios eletrônicos. Não preciso do outro, que posso acessar a qualquer hora pelo meu dispositivo, dando a impressão que isso substitui o outro. Mas é o outro que nos comprova que estamos vivos. Não posso estar seguro que estou vivo se só opero com este aparelho.

O professor Ciro realizou uma pesquisa com alunos que vivem no exterior sobre a influência dos dispositivos para esses. Resposta: são importantes no momento em que se chega ao outro país. Para eles: isso facilita até certo ponto, mas é necessário deixar de lado e entrar em contato com o “estrangeiro”. O outro fisicamente presente é imprescindível. É uma constatação a posteriori: minha vida é pobre só com esses aparelhos. Há um vazio. Há uma carência do estar junto sem intervenção contínua desses aparelhos.

Trata-se de se abrir para o diferente. Viver cada momento. Relacionar-se com o outro. Parecem antigas tais evidências, mas hoje reaparecem como necessidade vital, como carência que não está consciente nas pessoas. Vivencia-se essa angústia na sociedade de massa. Não sabemos onde está o mal… que pode estar aí. A sociedade de massa provoca uma ruptura. “É preciso se esvaziar de si mesmo; só assim posso receber o outro dentro de mim” (Levinas). No momento em que me esvazio de mim e acolho o outro, posso me abrir para ele, viver intensamente, relacionar-me com ele. Sentir o outro, ouvir o outro. É isso efetivamente que é comunicação. Para viver temos que nos abrir à comunicação.

No momento aberto às perguntas, muitos temas foram brevemente tratados pelo professor Ciro.

facebook e demais redes, não obstante as pertinentes colocações do assessor, têm desempenhado um papel decisivo na comunicação. Jornalismo não é tão neutro e inocente, mas um procedimento em que as pessoas lutam para fazer prevalecer opiniões (o capital da notícia – livro do Ciro). A informação é decisiva na sociedade. De que forma passar a notícia? Os meios de comunicação são dos mesmos donos do poder, que não vão se interessar por temas populares. As redes apareceram como contrainformação. O jornalista está desperto para um outro mundo, em que a pauta não é feita dentro da redação. A pauta é influenciada pelo twitter; a televisão muda o que as pessoas estão assistindo, por causa do posto na rede. O jornalismo está se dobrando a isso e perdendo o monopólio que tinha antes. Isso é construído por participação popular – uma mudança interessante do ponto de vista da informação. As pessoas estão percebendo que está cada vez mais difícil se comunicar pelos meios já “clássicos” e grandes, contaminados por certa ideologia. O jornalista perdeu a dimensão do que é fazer jornalismo. A imprensa perdeu um pouco a capacidade de desdobrar uma notícia e virou meio pouco confiável. Cabe ao jornalista rever isso e considerar que o jornalismo é conflito.

Mas o conflito comunicação presencial x digital não é uma questão de valoração entre o melhor e o pior; são diferentes. A primeira tem seus problemas também. Entraves psicológicos. Demora muito tempo até encontrar espaço comum de aberturas e interesses. O mais importante da comunicação não tem a ver com texto e fala, mas como a coisa que é comunicada: os fatores de entonação, etc. A comunicação presencial precisa ser conquistada. E não é impositiva, mas se dá por estratégia de envolvimento: levar o outro a te ouvir. O que às vezes entra em conflito com resistências interiores: descaracterização, racionalização. Até o momento do “estalo”, a quebra da resistência. O outro sai do seu modo de pensar e entra em outro, o que demanda empenho e tempo. No virtual não tem como jogar com essa insistência. Não há intimidade. Mas conta-se com outros recursos. O cinema não é presencial: se está diante de uma projeção, em uma situação fechada, no escuro. Mas pode-se sair transformado daí – o filme transforma. Não é presencial, mas tem força. O mesmo com o livro. Provocar a mudança é o mais importante. Isso pode ser presencial ou à distância.

Mas, como falar a língua de cada pessoa, ao transmitir uma notícia ou uma programação; atingir o maior número de pessoas, quando cada um tem sua linguagem? É claro, entretanto, que existe uma certa “língua universal”. O que cabe aí, é trabalhar com temas que pertencem a todos e não estão localizados necessariamente no tempo e espaço – independente de grupos. Abandonar a particularização e sectarismos, divisões internas. Trabalhar ideias, princípios, bases, e não aplicações momentâneas disso. No momento em que me descolo de um problema particular, entro em uma linguagem que atinge a todos, criando um meio de atração, que não é para a minha posição particular (o que interessa é criar um campo comum e não criar barreira). Produz-se algo interessante e que não para em fronteiras. Partilhar uma noção geral. Nesse sentido, um dos temas mais difíceis e importantes da comunicação é a questão da alteridade. Hoje nos deparamos com o paradigma do fechamento (uma tendência constante que impede tudo: diálogo, etc. – a tecnologia parece estar levando a maior fechamento: um paradoxo. Criar barreiras é aumentar abismos sociais). Conhecer o outro-que-não-sou-eu se desdobra na tolerância, solidariedade, questões que nos acompanham hoje. As pessoas estão se afastando: viraram espectros, imagens.

Seria esse o desafio de “comunicar num mundo de muitos sinais e informações e quase nenhuma comunicação” – pergunta o Fr. Gustavo Medella, parafraseando o teólogo J. B. Libânio (“crer num mundo de muitas crenças e pouca libertação”)? Para o Ciro, Libertação é um termo interessante. Libertar-se de vícios, preconceitos. Fazer outra vez o pensamento voltar a ter vida. Muitas pessoas estão mortas por dentro. A cabeça já não trabalha mais, está tomando cada vez mais lugar a repetição das coisas. Nós podemos recuperar a vida em vida. Fazer com que o pensamento volte a ser criativo. O desafio é continuar vivo!

Outro problema que se associou à comunicação: os padrões de consumo mudam por moda. Isso não é comunicação. É uma mudança conjuntural. As pessoas buscarem as coisas só por que passam na TV é absurdo. Comunicação é transformação; ela tem que ser mais que símbolos e consumo. A comunicação transcende os símbolos, mas vai para o caminho das ideias e princípios. A civilização está se desenraizando de valores e concepções de mundo. Pessoas que agem de forma difusa e sem conexão. Falta é trabalhar princípios que causem aderência. É preciso vivenciar as coisas com as pessoas. É necessário conhecer o contexto. É uma questão de conquista, feita através de mecanismos que não são autoritários; é questão de levar o outro a quebrar suas próprias resistências e se sensibilizar. Isso se consegue na arte. Mas também na reportagem. Esta tem a capacidade de ficcionalizar, de envolver – não é o envolvimento da publicidade. É um envolvimento mais ambicioso. Pra isso é preciso respeitar o “receptor”, conhecendo seus limites e história de vida. A partir dele, produzir o discurso. Sentir o outro, para aí trabalhar a relação com o outro. Aí se consegue abrir-se para o outro. O que não garante que o outro vai fazer o que você quer, mas que ele vai se transformar em alguma medida.
Por: Fr. Rafael Teixeira do Nascimento OFM
(Publicado em Instituto Teológico Franciscano)

Fonte: Aleteia